quinta-feira, 28 de março de 2013

Não sei...

Não sei.
Mas não sei o que? Não sei...
Não sei por que, mas não saber movimenta, inquieta.
Saber é estanque, paralisa, não diz nada, não sei por que.
Não sei por qual razão, mas “o não sei” move, agita
Se sei, sei e acabou? Não sei...talvez.
Não sei por que, mas prefiro o não sei.
Não sei, me conta?
Abraços
Regulle

Palavras

Estranho não é?
Hoje em dia todo mundo tem alguma coisa para falar
Mas pouco a dizer.
Faltam palavras talvez?
Pode ser.
Mas onde estão as palavras então?
Dizendo algo que você precisa ouvir!
Mas não se permite escutar.
Você tenta, mas não consegue falar.
Por que não tem as palavras.
Todas as palavras são poucas.
Quando você tem muito a falar.
Mas nada a dizer.
Procura palavras de outros.
Que falaram pouco, mas disseram muito.
As rouba, usurpa, mascara.
Faz com que sejam suas.
E então elas fogem.
E novamente você fala muito.
Mas nada diz.
Abraços
Regulle
 

Se


E SE as pessoas percebessem a força dessas duas letras
Talvez as usassem com parcimônia
E SE você dissesse sim, ao invés de dizer não
E SE escolhesse o azul, ao invés do preto
E SE virasse à direita, ao invés da esquerda
E SE escolhesse morrer, ao invés de viver
E SE optasse por perdoar, ao invés de magoar
E SE olhasse para trás, se perguntando: E SE?
Ou ainda, olhar para a frente e pensar? E SE...
E SE você descobrisse o poder do SE?
SE você for cristão, dirá que é Deus
SE for ateu, dirá que é o acaso
SE for esotérico, dirá que é o destino
SE for filósofo, que é relativismo
SE for espírita, que é o livre-arbítrio
E SE tudo fosse parte do mesmo todo?
E SE tudo se resumir a um dia depois do outro?
SE eu acreditasse nisto, não falaria sobre o SE
SE você acreditar, então não conhece o SE!
 
Abraços
 
Regulle