Confesso que passei alguns minutos olhando para tela do computador pensando como escrever o que queria escrever, mas já que comecei vamos lá.
Ontem a tarde uma amiga do FB postou um comentário com o seguinte conteúdo:
E eu expliquei.
Não é segredo para ninguém que eu sou maçom, sou e sou defensor da Maçonaria enquanto instituição.
A Maçonaria foi criada por homens e para os homens (homens no sentido humanidade) e que é frequentada por homens (gênero) apenas por uma questão de tradição, uma vez que sua estrutura é baseada nas antigas corporações de ofício da idade média e nas ordens de cavalaria, que eram exclusivas a homens.
Justamente por sua característica “humana” está sujeita a todos os defeitos humanos. Egoísmo, vaidades, tráfico de influência são apenas alguns deles, mas, qual instituição não está???
A Maçonaria não é uma religião, mas é uma defensora das religiões, aliás, uma defensora de toda forma livre de pensamento, da liberdade do ser humano agir e pensar de acordo com seu livre arbítrio e é justamente neste ponto em que atrai a inimizade de muitas instituições, principalmente as religiões reveladas.
Um dos princípios basilares deste tipo de religião é que, todos os seus conceitos que não podem ser explicados pela razão, têm que ser aceitos pela fé, sob pena de retaliação, em vida, mas principalmente “post mortem” por seu Deus.
A Maçonaria em momento algum condena esse tipo de posição, o que faz é estimular seus membros a ir além da fé, estudar, pesquisar e entender aquilo que se lhe está sendo ensinado, aliás, esta proposição maçônica vai além da religião, a maçonaria propõe que o maçom seja um pesquisador sobre todos os aspectos que o cercam.
Mas o que me deixou REALMENTE indignado foi quando no meio da celeuma que foi levantanda por um senhor auto-intitulado cristão (eu falo desta forma pois no meu entendimento Cristão é todo aquele que segue os princípios de amor ao próximo que foram ensinados por Jesus Cristo, transcritos em livros por seus apóstolos e convenientemente modificados por ordem do Imperador Constantino que era pagão) e não apenas os que frequentam religiões antagônicas à CAR.
Este senhor em dado momento diz: conheço “alguma coisa” sobre maçonaria e blá...blá...blá... Neste ponto no meu entender a discussão perdeu todo seu brilho, pois eu me recuso a debater com “achismos”.
Todo mundo conhece “alguma coisa” sobre alguma coisa. Mania de brasileiro, futebol, mecânica, engenharia, medicina (essa é clássica: toma esse remedinho aqui que é tiro e queda!).
Tudo o que sei é que nada sei, eu estudo, investigo, leio muito, vou além do que as palavras mostram e ainda assim não me sinto no direito de dizer que conheço “alguma coisa”...
Abraços
Regulle
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