quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Problemas, quem não os tem?

Essa semana foi um pouco, como posso dizer, diferente para mim.
Os que acompanham meu blog sabem que não tenho o hábito de reclamar da vida, procurar problemas onde eles não existem e coisas do tipo.
Mas eis que esta caixinha de surpresas que é a vida (Joseph Climber???) nos apresenta mais uma das suas.
Meu filho foi diagnosticado como portador do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade.
Confesso que a primeira pergunta que me passou pela cabeça foi: o que eu fiz de errado? Claro que a culpa só pode ser minha, eu sou chato demais, exijo demais dele, etc...
Naturalmente quando comecei a raciocinar sobre o assunto acabei concluindo que esta forma de pensar é tudo um monte de bobagens, o TDAH é uma doença, com causas ainda não muito conhecidas mas com uma carga genética muito grande (ok, sob esse aspecto tenho culpa sim....)
Deus salve a internet, minha mulher com alguns pouquíssimos cliques chegou ao site da ABDA, super completo e com informações suficientes para nos tirar da absoluta ignorância.
Mas a questão não é essa neste post. Muitos já me ouviram falar sobre problemas, como podemos enxergá-los, dar a eles a sua devida importância e por aí vai.
Em mais de uma ocasião me perguntaram: Legal, tudo isso é muito legal, mas e se fosse com um filho seu?
Pois é, agora é.
E agora eu tenho a oportunidade de reforçar minhas convicções, de continuar agradecendo por tê-lo ao meu lado e por me ter sido dada a responsabilidade de participar de seu crescimento.
Vou ter que aprender com ele, crescer com ele e a cada dia agradecer ao Grande Arquiteto do Universo por esta oportunidade.
Lamentar? Lamuriar? Jamais.
Se o Grande Mestre me atribuiu uma responsabilidade deste tamanho arrisco supor que mereci esta honra, mereci a honra de ter um ser especial ao meu lado, para amá-lo, crescer com ele, participar de sua vida e ter a certeza que será um Homem, não um HOMEM, nem um homem, mas um Homem e com certeza, muito melhor que eu jamais poderei ser.

Abraços

Regulle

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mudar o caráter

Depois de algum tempo, estou voltando ao meu querido blog.
Vou postar aqui um texto do Dr Cláudio Lembo, que li hoje e gostei bastante.
Vou compartilhar com vocês e espero que gostem.

De uma jovem ouvi um pensamento que me intrigou. Dizia a estudante que ao observar a realidade brasileira e ao compará-la com a norte-americana chegou a uma conclusão. Em todos os cenários, os americanos querem resultados. Os brasileiros amam o processo. O resultado pouco importa. Pode-se considerar análise, a respeito do comportamento dos dois povos, rigorosa e excessiva. Merece, porém, registro.
É só observar a política nacional e se concluirá que, realmente, nestas terras o importante é falar. Pouco importa atingir ou não os objetivos. Vale o palavreado. Importa ser "doutor". Não importa conhecimento racional. Falar é oportuno. Pensar é cansativo. Admira-se o estrangeiro. Dá-se pouca atenção ao nacional.
Estas observações são válidas, particularmente, no cenário do Direito. Durante anos os juristas se debruçaram sobre as leis processuais italianas e, por derivação, austríacas. Citar Carnelutti, Chiovenda era o importante. Tomar das regras precisas e claras do velho Regulamento 737 era símbolo de ausência de cultura jurídica. Um descalabro. Não importa resolver a causa.
Vale, muito mais, demonstrar erudição. Oferecer longos trechos dos tratadistas de outras terras. É a cultura do bacharelismo. Originária de nossos antepassados coimbrãos Venceu-se, em muitos aspectos, este passado. Mas, sempre que se buscam romper as barreiras da ausência de economia processual, retornam, lá do fundo inconsciente coletivo, as velhas maldições.
Restringir o número de recursos no processo é violar o devido processo legal, dizem muitos. Não se recordam que um processo indica direitos em estado de expectativa.
Ora, todo o direito, mesmo os não patrimoniais, tem incidência de custo financeiro. O esforço das partes para estarem em Juízo. A máquina processual e toda sua imensa burocracia exigem dinheiro.
Esquecem os que se colocam contra as inovações - que levam a uma Justiça mais célere - que a sociedade exige solução rápida dos conflitos. O litígio é o Direito em guerra. As guerras nunca acabam bem. Por isto, quando rompem devem terminar com rapidez. Caso contrário, o custo econômico e humano que exigem é imensurável.
Já é tempo de se examinar as questões sem facciosidade grupal ou de segmentos consolidados. Uma sociedade em extrema mutação, como a brasileira, exige rápida solução de litígios.
Basta de culto à palavra. É momento de se atingir resultados. A volúpia da palavra é traço de narcisismo. Vaidade sem fundamento. Tolerável no passado romântico, inaceitável nos tempos atuais.
Estas observações valem para o mundo jurídico e se aplicam ao cenário político. Nos parlamentos brasileiros, encontra-se, ainda, o palavreado da carolice. Falar, falar sem oração principal.
Alguns espaços da sociedade alteraram seus comportamentos. Os empresários buscaram racionalidade e apóiam-se em atos concretos. Sempre que falham nestes objetivos sofrem a pena da insolvência.
O mal das atividades estatais - coloca-se aqui a máquina processual - é que estas não conhecem os ônus da falência. Sempre recorrem ao Erário e este deve atender as solicitações advindas de todas as partes.
A objetividade não é o forte do brasileiro. Ele admira os jogos verbais. O cenário e não conteúdo. É herança pesada. Vem dos velhos tempos e, no campo do processo judicial, das práticas da Inquisição.
Quanto mais as partes se mantinham debaixo da jurisdição dos tribunais inquisitoriais maiores era a possibilidade de seqüestro de bens, arrecadação de custas, pouco importando o sofrimento dos submetidos ao juízo eclesiástico.
A opinião pública deve se manifestar - com firmeza - a favor de uma reforma profunda dos atos processuais. Importa a todos. Não é visão elitista, ainda porque a Justiça está à disposição de todos.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

Abraços!

Regulle

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Profissão: ASSASSINO.

Hoje no jornal da manhã, quem prestou a devida atenção ouviu o advogado do assassino confesso do rapaz morto na USP mês passado, dizer que considera absolutamente normal seu cliente não ter declinado o nome daquele que de fato teria atirado e matado o menino por uma questão de "ética".
E com a maior desfaçatez perguntar aos repórteres que o entrevistavam: sua profssão também não tem ética?
E com indignação afirmar: TODAS AS PROFISSÕES têm ética!
Muito bem, o douto legisperito transformou em profissão a arte do crime, e pelo que se pode perceber de seu "estilo", é um sério candidato a jurisconsulto do sindicato.
É de embasbacar qualquer ser pensante também,  ouvir confesso algoz do pobre rapaz assassinado dizer que o próprio seria culpado de sua morte dizendo com todas as letras: morreu porque reagiu! se reage tem que levar fogo mesmo... E nós, cidadãos optantes por outras profissões, tivemos que assistir a esta entrevista dada por um homem livre, uma vez que sua qualidade de confesso e primário lhe asseguram o direito de responder ao processo por LATROCÍNIO em liberdade!
Agora eu me pergunto: estão esses dois errados?
Sob todas as óticas racionais, quer éticas, religiosas, jurídicas, sociais, intelectuais, filosóficas, etc, etc, etc, naturalmente sim, não só estão errados como o ilustre defensor ainda fez, no meu entender, apologia ao crime.
Agora, se por outro lado, formos observar o exemplo que nos vem do planalto central, ambos estão absolutamente certos! Sim, louvemos aos aprendizes que tão bem seguem as lições que diuturnamente nos são trazidas pelos meios de comunicação!
Os PTralhas institucionalizaram o crime no país! Tornaram moral o imoral, certo o reconhecidamente errado e justo o injusto!
O Excelentíssimo Senhor Procurador Geral da República, Doutor Roberto Gurgel, textualmente e com todas as letras INOCENTOU o PTralha Companheiro Paloffi de ter em quarto anos aumentado em 20 vezes o seu patrimônio pessoal, ora, tente VOCÊ fazer isto... bom, agora já sabemos onde pedir ajuda, afinal se ele pode eu também posso....
João Paulo Cunha é presidente do Comissão de Constituição e Justiça, para os fãs dos PTralhas eu faço questão de lembrar que ele é um dos principais réus no processo do mensalão, portanto, me permitam a autopunição aqui: quem sou eu para não concordar com magnânimo advogado quando afirma que todas as profissões têm ética??
Desculpem meus amigos, eu fui absolutamente anti-ético....
Mea culpa, mea maxima culpa...

Abraços

Regulle

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Exemplo...


Essa semana eu fiquei sabendo que um grande amigo foi aprovado no exame da OAB.
Sérgio Ricardo Mondadori, grade amigo companheiro de truco e cachaça durante bastante tempo, porém menos do que eu gostaria...
Todos sabemos, quer por experiência, quer pelo que acompanhamos pelas notícias, que o exame de ordem tem sido nos últimos tempo um divisor de águas entre aqueles que realmente se prepararam e aqueles que foram às Universidades para tirarem seu “deproma”.
Só por esta razão, ser aprovado neste exame já é sim digno de nota e de louros.
Contudo, seria apenas mais uma aprovação em um exame que por mais difícil que seja é mais um entre tantos outros tão ou mais difíceis, se não fosse por um pequeno, pequeno não, imenso detalhe, o Mondadori é tetraplégico!
Vítima do destino e de um ex-policial militar bêbado, esse amigo querido foi alvejado na nuca por um tiro que lhe tirou os movimentos do pescoço para baixo.
Trabalhávamos juntos nessa época, na mesma Unidade, confraternizávamos com frequência e sempre que possível estávamos juntos, então não é difícil imaginar como recebi essa notícia.
O tempo acaba por nos levar cada um para seu lado e o Mondadori, que sempre se mostrou guerreiro, forte, tenho certeza que muito mais forte que eu, superou a fase mais difícil e hoje convive com sua limitação, mas não se submete a ela.
Quis o destino que nos encontrássemos de novo no Facebook e para minha felicidade, o Mondadori compartilhou comigo sua conquista.
Não vou ficar com histórias melosas, com lambeção de saco, não é o meu estilo muito menos o dele, que foi abatido mas não foi, de maneira nenhuma, derrotado.
Este texto é para você Monda, você que me deu permissão para escrever sobre ti! Quem diria, sem vergonha, quem diria que você seria exemplo para alguém? Mas é!
Não esqueci seu convite, irei com prazer à sua casa para conhecer sua família maravilhosa, que tenho certeza é parte fundamental em todas as suas conquistas!
Abraço no seu coração meu amigo!
Regulle

terça-feira, 10 de maio de 2011

Só comigo....


Hoje no twitter minha filha postou um comentário interessante: “porque quando você não está bem, parece que as pessoas fazem um complô para te deixar pior...”
Bom, para variar um pouco me pus a pensar sobre isso.
Você já se sentiu assim? Como se tudo contribuísse para que você ficasse pior do que já está?
E aquela sensação de que “isto só acontece comigo”, tem outra clássica “nunca dá certo para mim”...
Ah vá...fala sério! Nunca você pensou nada disto?
Tenho certeza absoluta que sim, e mais de uma vez! Há quem tenha o hábito de pensar assim o tempo todo, de que tudo só dá errado para ela ou então que todos estão sempre falando mal dela.
Vamos combinar uma coisa?
Existe um mundo além do seu umbigo... Isto é o cúmulo do egoísmo, do egocentrismo, e por aí vai...
Você realmente acha que o resto do planeta tem tempo de fazer complô para VOCÊ se sentir mal? Ou que só o seu carro tem o pneu furado no mundo?
Meu amigo, são 6,5 bilhões de pessoas no planeta Terra e, pode ter certeza, os 6.499.999.999 restantes têm mais o que fazer do que se associar para deixar você deprimido.
Sabe aquele avião que atrasou e você pensou, tinha que ser comigo? Olha, você realmente pode ser rico, mas dificilmente eu acredito que não havia mais 200 pessoas com você lá dentro.
Eu já disse isso em outra ocasião, você é especial, único, tem em si todas as ferramentas necessárias para ser feliz, fazer as pessoas a sua volta felizes então, PARA! Para de ser egoísta, para de achar que o universo gira em torno do seu umbigo!
Acorda! E tenho certeza que você será muito mais feliz...
Abraços
Regulle

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Não falei??????????

Não falei que a morte do Osama (pego pelo Obama) iria resolver todos os problemas do mundo?????????
Não disse??? Então pega mais essa:

Ministro Orlando Silva jura que o Brasil vai estar pronto para Copa....kkkkkkkk

Dá uma lidinha nessa matéria e, como diria Erasmo Carlos: pega na mentira, corta o rabo dela, pisa encima bate nela....

Abraços

Regulle

Obama 1 x Osama 0

Muito bem, Obama catou Osama (que já vi escrito como Usama também, mas aí não pega a rima).
Os que não acreditam que o homem pisou na Lua e que Elvis morreu também não acreditam que Osama morreu, mas enfim, acho que morreu mesmo. E agora o mundo será melhor, alguns milhares de dólares foram pagos, assisti a mais ou menos 1298713233 matérias sobre os SEALS a elite da tropa de elite da elite americana (estou de férias, então eu posso), todas as emissoras de TV colocaram repórteres quase dentro da casa onde a encarnação do capeta encontrou seu fim e é claro, enquanto nenhuma plebéia casar ou outra desgraça acontecer, não teremos mais assunto.
Mas enfim, Obama que matou Osama nos deu um mundo melhor:
- O metrô de São Paulo não será o mais cheio do mundo (para quem não acredita na morte do Obama, na morte do Elvis e no homem na Lua, dá uma pesquisada que isso é verdade viu!), até a Copa de 2014 serão construídas mais estações, comprados mais trens e aí tudo vai melhorar, afinal Osama morreu.
- O Silvio Santos, o Faustão, a Ana Maria Braga e a Hebe Camargo vão se aposentar, a Luciana Gimenez, o Gugu, o Faccioli, o Datena e todos os jornalistas da Rede Globo serão abduzidos e nunca mais vamos ouvir falar deles, obrigado Obama!
- A Dilma vai parar de mentir e vai confessar que o PAC é uma grande mentira, que a inflação de 6% é conto de fadas (só nos últimos 2 meses a gasolina subiu o dobro disto e o álcool então nem se fala) e vai assumir que o Governo é o grande culpado gastando dinheiro que não tem.
- A usina de Fukushima vai parar de poluir todo o oceano Atlântico e o governo japonês parar de mentir dizendo que tudo está sob controle (daqui a alguns anos veremos reportagens sobre tartarugas com duas cabeças, peixes mutantes resolvendo equações matemáticas e por aí vai...)
- Você não precisará mais tirar o sapato quando chega nos EUA, nem quando vai na Estátua da Liberdade, nem pra subir no Empire State, agora com o medo que eles estão você vai ter é que tirar toda a roupa...
- O Maluf vai devolver de livre e espontânea vontade os R$ 240 milhões que ele roubou (isto é o que se conseguiu apurar), aliás, você sabia que a Suíça bloqueou U$ 40 milhões que pertencem, sem nenhuma sombra de dúvida, ao Maluf e este dinheiro só não foi repatriado porque a justiça brasileira não mandou nenhuma sentença condenatória para lá?? Mas isto também vai mudar com a morte do Osama.
- Os mensaleiros, lembra deles? Não? É, realmente acho que não porque quase todos foram reeleitos... E agora, graças ao Fux (pronuncia-se: FUCKS..rsrsrsrs), estão absolutamente seguros para roubar por mais alguns anos, eles irão renunciar! Sim, agora graças ao Obama, que pegou o Osama, o mundo será bem melhor.
- O Lula vai fazer uma palestra sobre o assunto, afinal, como ex Presidente ele está habilitado a falar sobre qualquer coisa, e cobrar caro por isso, uma palestra com o sapo barbudo custa em média U$ 300 mil (eu pagava isto para não ir, mas enfim...) OBRIGADO OBAMA!!!
Enfim, realmente o mundo será bem melhor sem Osama.
E Obama? Os Ama!
Abraços
Regulle

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Alguém...


Você com certeza conhece alguém...
Mas você já parou para pensar na importância de alguém na sua vida? Alguém mesmo, assim, indefinido... já pensou nisto?
Alguém ama você, e muito! Alguém te quer bem, alguém cruzou seu caminho por um motivo, mesmo que você não saiba disso ainda, alguém sofre por sua causa, alguém fica feliz por você...
Alguém está pensando em você agora!
É, alguém também não quer você tão bem assim... é muito importante esse alguém, ouso até dizer que ele precisa existir, faz parte do equilíbrio...
Alguém nem sabe que você existe, mas esse alguém é alguém para outro alguém.
E esse é alguém é ninguém? Não...é alguém, que alguém ama, quer bem...
Alguém mataria e morreria por você, mas e você? Mataria e morreria por alguém? Tenho certeza que sim...
Alguém depende de você, numa escala maior ou menor, mas depende...
Alguém está disposto a passar o resto da vida com você, mesmo que este “resto da vida” dure apenas um encontro e você será alguém muito importante na vida desse alguém...
Alguém precisa ouvir o que você tem a dizer AGORA...olhe para o lado e diga então, você pode ser alguém que vai fazer a diferença...
Alguém admira você, simplesmente pelo que você é. Não, não pelo alguém que você gostaria e até mesmo se esforça para tentar ser, esse alguém admira quem você é...
Gostei de falar de alguém...falei de alguém para alguém.
Alguém pode gostar, alguém pode não gostar.
Eu gostaria que alguém, gostando ou não, percebesse a importância que alguém tem em suas vidas, como são importantes na vida de alguém, enfim, que percebessem que são alguém...
Abraços
Regulle

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que você vai ser quando crescer?

Minha turma da academia militar se acostumou a usar o email como forma de comunicação, trocar idéias, brincadeiras, etc... e confesso que algumas discussões são realmente interessantes.
Uma delas começou quando um amigo colocou a seguinte pergunta: você gostaria que seu filho entrasse na academia, em outras palavras, que seguisse sua carreira?
As mais variadas respostas apareceram, alguns veementemente afirmando que jamais permitiriam, outros que respeitariam a vontade dos filhos, outros que incentivavam, enfim, as mais variadas opiniões.
Eu participei dessa discussão mas minha forma de pensar tomou um rumo diferente do enfoque.
Qual o exemplo que você está dando para o seu filho? Não, não faço apologia ao perfeccionismo patife, daquele que se esforça para esconder seus erros e suas fraquezas e mostra a seus filhos quase um super-homem, nah... não é esse exemplo, se bem que também é valido, eu falo do respeito ao seu trabalho seja ele qual for. E para demonstrar esse respeito você não precisa ser perfeito, aliás, sem imperfeito faz parte.
Eu conheci alguns exemplos quando era moleque, não vou citar o que tive em casa, pois meu pai era do tipo que respeitava seu trabalho, o fazia com amor e o pouco tempo que convivemos como adultos (pois ele desencarnou muito cedo pelos nossos conceitos) eu vi que ele tinha problemas sim, não era um HOMEM, nem um homem, mas um Homem.
Mas não é dele que quero falar, eu me lembro de estar na casa de um amigo, cujo pai era representante comercial, Sr José, eu tinha um respeito muito grande por aquele homem que carinhosamente na época chamava de “tio”. Como representante comercial naturalmente tinha altos e baixos financeiros, mas ele amava o que fazia, portanto acabava tendo mais altos que baixos, a família deste amigo vivia bem e seu patriarca ensinava aos filhos que era importante respeitar seu trabalho, fosse qual fosse, e é claro, eu aprendia também.
Na casa de outro amigo a coisa era um pouco diferente, o “tio” era do tipo perfeito, o melhor em seu trabalho, nada que fazia era errado, mas, eu nunca até hoje vi uma pessoa reclamar tanto do trabalho quanto aquele homem. Inúmeras vezes, eu me lembro bem, ouvi-o dizer que a empresa não o tratava como merecia, que ele dava muito lucro para os patrões mas que estes não o davam o devido reconhecimento. Ao contrário do outro “tio” este não tinha altos e baixos, como era funcionário de uma grande empresa, não dependia de comissões, tinha um salário de executivo que, embora não me lembre de valores pois faz muito tempo, eu tenho certeza que era um salário muito bom. E com este “tio” eu aprendi também, claro que não de forma consciente, mas de alguma forma eu me convenci que não queria aquilo para mim.
Hoje tento passar para os meus filhos um pouco do que aprendi, com meu saudoso pai, com os “tios” certos, ou seja, seja qual for a profissão que escolher, seja qual for a forma: por vocação ou por conveniência, ame o que faz, se não amar o que faz, faça o que fizer com amor, embora parecidos são conceitos diferentes. Não olhe para a carteira dos outros, trabalhe para manter a sua cheia, você perderá um tempo precioso olhando o conteúdo da carteira do seu vizinho, enquanto ele estará trabalhando para mantê-la cheia.
Eu acredito meus amigos, que assim você estará ajudando seu filho a se decidir, e se ele decidir seguir a sua carreira, ajude-o, mas ajude-o a ter a carreira DELE, não uma clonagem da sua, se ele teve bons exemplos em casa (lembre-se você não é o super-homem) ele será feliz, seja lá o que escolher para si.
Abraços
Regulle

Após o show de horror, começa o show de patifaria.


Essa semana depois de muito tempo aconteceu algo que me chocou, não sei se o coração vai endurecendo ou se é fato o que dizem os estudiosos que acabamos “nos acostumando” com a violência, mas confesso que há muito tempo não sentia o “nó no estômago” que senti nesta quinta-feira.
Um psicótico-maniaco-depressivo e outros adjetivos para definir louco, fica de mal com a vida e “resolve” sair de casa e matar crianças.
Minha filha tem 14 anos e meu filho 11, agora me diz: tem como não projetar? Se tiver me ensina por favor... e a partir daí me senti mal, muito mal, uma sensação horrível, um misto de horror, tristeza e medo, medo da proximidade. Foi muito perto, foi aqui do lado... Enquanto acontecia lá com os gringos, chocava? Sim, mas era longe, afinal eles são radicais de direita que defendem o direito de se armar até os dentes e esse tipo de psicopatia é quase que “natural” nesse meio, o amercian way of life...
Agora foi aqui.
Mas passado o show de horror, começou o show de patifaria, emissoras de TV explorando a dor das famílias, explorando as crianças que sobreviveram e fazendo-as passar repetidamente pelo horror que tão precocemente viveram.
Quase que com sangue nas vestes uma menina de 13 anos de idade foi levada no “show de horror” da Ana Maria Braga onde se tornou a atração do dia.
E os patifes paralelos? O casal governador/prefeito do rio Sérgio Cabral/Eduardo Paes, concedendo entrevistas se colocando ao lado do policial militar que simplesmente cumpriu seu dever, e no meu entender mal, mas não vou entrar nesse mérito.
Sociólogos, especialistas em segurança pública, representantes de diversas entidades se aproveitam da situação para fazer suas propagandas non-sense e que não surtem nenhum resultado prático.
O louco que fez isso comprou sua arma na padaria da esquina? Não, ele a comprou no comércio paralelo, underground, que sempre existiu, existe e sempre vai existir, essa teoria já está mais que comprovada, mas enfim, outra enxurrada de babaquice nos espera.
Não, eu não sou a favor da venda de arma a civis, mas isso não vem ao caso.
Outra discussão que vai longe e será inócua, de novo, é a segurança nas escolas, como se isso tivesse feito alguma diferença na quinta-feira, outros especialistas falarão, terão seus 15 segundos de fama e sumirão de novo e: nada vai acontecer.
Enfim, parece que senti a dor daqueles pais, o medo daquelas crianças, o pavor que sentiram eu acho que em algum momento eu senti. O Brasil está mais triste hoje.