sexta-feira, 8 de abril de 2011

Após o show de horror, começa o show de patifaria.


Essa semana depois de muito tempo aconteceu algo que me chocou, não sei se o coração vai endurecendo ou se é fato o que dizem os estudiosos que acabamos “nos acostumando” com a violência, mas confesso que há muito tempo não sentia o “nó no estômago” que senti nesta quinta-feira.
Um psicótico-maniaco-depressivo e outros adjetivos para definir louco, fica de mal com a vida e “resolve” sair de casa e matar crianças.
Minha filha tem 14 anos e meu filho 11, agora me diz: tem como não projetar? Se tiver me ensina por favor... e a partir daí me senti mal, muito mal, uma sensação horrível, um misto de horror, tristeza e medo, medo da proximidade. Foi muito perto, foi aqui do lado... Enquanto acontecia lá com os gringos, chocava? Sim, mas era longe, afinal eles são radicais de direita que defendem o direito de se armar até os dentes e esse tipo de psicopatia é quase que “natural” nesse meio, o amercian way of life...
Agora foi aqui.
Mas passado o show de horror, começou o show de patifaria, emissoras de TV explorando a dor das famílias, explorando as crianças que sobreviveram e fazendo-as passar repetidamente pelo horror que tão precocemente viveram.
Quase que com sangue nas vestes uma menina de 13 anos de idade foi levada no “show de horror” da Ana Maria Braga onde se tornou a atração do dia.
E os patifes paralelos? O casal governador/prefeito do rio Sérgio Cabral/Eduardo Paes, concedendo entrevistas se colocando ao lado do policial militar que simplesmente cumpriu seu dever, e no meu entender mal, mas não vou entrar nesse mérito.
Sociólogos, especialistas em segurança pública, representantes de diversas entidades se aproveitam da situação para fazer suas propagandas non-sense e que não surtem nenhum resultado prático.
O louco que fez isso comprou sua arma na padaria da esquina? Não, ele a comprou no comércio paralelo, underground, que sempre existiu, existe e sempre vai existir, essa teoria já está mais que comprovada, mas enfim, outra enxurrada de babaquice nos espera.
Não, eu não sou a favor da venda de arma a civis, mas isso não vem ao caso.
Outra discussão que vai longe e será inócua, de novo, é a segurança nas escolas, como se isso tivesse feito alguma diferença na quinta-feira, outros especialistas falarão, terão seus 15 segundos de fama e sumirão de novo e: nada vai acontecer.
Enfim, parece que senti a dor daqueles pais, o medo daquelas crianças, o pavor que sentiram eu acho que em algum momento eu senti. O Brasil está mais triste hoje.

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