quarta-feira, 27 de abril de 2011

Alguém...


Você com certeza conhece alguém...
Mas você já parou para pensar na importância de alguém na sua vida? Alguém mesmo, assim, indefinido... já pensou nisto?
Alguém ama você, e muito! Alguém te quer bem, alguém cruzou seu caminho por um motivo, mesmo que você não saiba disso ainda, alguém sofre por sua causa, alguém fica feliz por você...
Alguém está pensando em você agora!
É, alguém também não quer você tão bem assim... é muito importante esse alguém, ouso até dizer que ele precisa existir, faz parte do equilíbrio...
Alguém nem sabe que você existe, mas esse alguém é alguém para outro alguém.
E esse é alguém é ninguém? Não...é alguém, que alguém ama, quer bem...
Alguém mataria e morreria por você, mas e você? Mataria e morreria por alguém? Tenho certeza que sim...
Alguém depende de você, numa escala maior ou menor, mas depende...
Alguém está disposto a passar o resto da vida com você, mesmo que este “resto da vida” dure apenas um encontro e você será alguém muito importante na vida desse alguém...
Alguém precisa ouvir o que você tem a dizer AGORA...olhe para o lado e diga então, você pode ser alguém que vai fazer a diferença...
Alguém admira você, simplesmente pelo que você é. Não, não pelo alguém que você gostaria e até mesmo se esforça para tentar ser, esse alguém admira quem você é...
Gostei de falar de alguém...falei de alguém para alguém.
Alguém pode gostar, alguém pode não gostar.
Eu gostaria que alguém, gostando ou não, percebesse a importância que alguém tem em suas vidas, como são importantes na vida de alguém, enfim, que percebessem que são alguém...
Abraços
Regulle

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que você vai ser quando crescer?

Minha turma da academia militar se acostumou a usar o email como forma de comunicação, trocar idéias, brincadeiras, etc... e confesso que algumas discussões são realmente interessantes.
Uma delas começou quando um amigo colocou a seguinte pergunta: você gostaria que seu filho entrasse na academia, em outras palavras, que seguisse sua carreira?
As mais variadas respostas apareceram, alguns veementemente afirmando que jamais permitiriam, outros que respeitariam a vontade dos filhos, outros que incentivavam, enfim, as mais variadas opiniões.
Eu participei dessa discussão mas minha forma de pensar tomou um rumo diferente do enfoque.
Qual o exemplo que você está dando para o seu filho? Não, não faço apologia ao perfeccionismo patife, daquele que se esforça para esconder seus erros e suas fraquezas e mostra a seus filhos quase um super-homem, nah... não é esse exemplo, se bem que também é valido, eu falo do respeito ao seu trabalho seja ele qual for. E para demonstrar esse respeito você não precisa ser perfeito, aliás, sem imperfeito faz parte.
Eu conheci alguns exemplos quando era moleque, não vou citar o que tive em casa, pois meu pai era do tipo que respeitava seu trabalho, o fazia com amor e o pouco tempo que convivemos como adultos (pois ele desencarnou muito cedo pelos nossos conceitos) eu vi que ele tinha problemas sim, não era um HOMEM, nem um homem, mas um Homem.
Mas não é dele que quero falar, eu me lembro de estar na casa de um amigo, cujo pai era representante comercial, Sr José, eu tinha um respeito muito grande por aquele homem que carinhosamente na época chamava de “tio”. Como representante comercial naturalmente tinha altos e baixos financeiros, mas ele amava o que fazia, portanto acabava tendo mais altos que baixos, a família deste amigo vivia bem e seu patriarca ensinava aos filhos que era importante respeitar seu trabalho, fosse qual fosse, e é claro, eu aprendia também.
Na casa de outro amigo a coisa era um pouco diferente, o “tio” era do tipo perfeito, o melhor em seu trabalho, nada que fazia era errado, mas, eu nunca até hoje vi uma pessoa reclamar tanto do trabalho quanto aquele homem. Inúmeras vezes, eu me lembro bem, ouvi-o dizer que a empresa não o tratava como merecia, que ele dava muito lucro para os patrões mas que estes não o davam o devido reconhecimento. Ao contrário do outro “tio” este não tinha altos e baixos, como era funcionário de uma grande empresa, não dependia de comissões, tinha um salário de executivo que, embora não me lembre de valores pois faz muito tempo, eu tenho certeza que era um salário muito bom. E com este “tio” eu aprendi também, claro que não de forma consciente, mas de alguma forma eu me convenci que não queria aquilo para mim.
Hoje tento passar para os meus filhos um pouco do que aprendi, com meu saudoso pai, com os “tios” certos, ou seja, seja qual for a profissão que escolher, seja qual for a forma: por vocação ou por conveniência, ame o que faz, se não amar o que faz, faça o que fizer com amor, embora parecidos são conceitos diferentes. Não olhe para a carteira dos outros, trabalhe para manter a sua cheia, você perderá um tempo precioso olhando o conteúdo da carteira do seu vizinho, enquanto ele estará trabalhando para mantê-la cheia.
Eu acredito meus amigos, que assim você estará ajudando seu filho a se decidir, e se ele decidir seguir a sua carreira, ajude-o, mas ajude-o a ter a carreira DELE, não uma clonagem da sua, se ele teve bons exemplos em casa (lembre-se você não é o super-homem) ele será feliz, seja lá o que escolher para si.
Abraços
Regulle

Após o show de horror, começa o show de patifaria.


Essa semana depois de muito tempo aconteceu algo que me chocou, não sei se o coração vai endurecendo ou se é fato o que dizem os estudiosos que acabamos “nos acostumando” com a violência, mas confesso que há muito tempo não sentia o “nó no estômago” que senti nesta quinta-feira.
Um psicótico-maniaco-depressivo e outros adjetivos para definir louco, fica de mal com a vida e “resolve” sair de casa e matar crianças.
Minha filha tem 14 anos e meu filho 11, agora me diz: tem como não projetar? Se tiver me ensina por favor... e a partir daí me senti mal, muito mal, uma sensação horrível, um misto de horror, tristeza e medo, medo da proximidade. Foi muito perto, foi aqui do lado... Enquanto acontecia lá com os gringos, chocava? Sim, mas era longe, afinal eles são radicais de direita que defendem o direito de se armar até os dentes e esse tipo de psicopatia é quase que “natural” nesse meio, o amercian way of life...
Agora foi aqui.
Mas passado o show de horror, começou o show de patifaria, emissoras de TV explorando a dor das famílias, explorando as crianças que sobreviveram e fazendo-as passar repetidamente pelo horror que tão precocemente viveram.
Quase que com sangue nas vestes uma menina de 13 anos de idade foi levada no “show de horror” da Ana Maria Braga onde se tornou a atração do dia.
E os patifes paralelos? O casal governador/prefeito do rio Sérgio Cabral/Eduardo Paes, concedendo entrevistas se colocando ao lado do policial militar que simplesmente cumpriu seu dever, e no meu entender mal, mas não vou entrar nesse mérito.
Sociólogos, especialistas em segurança pública, representantes de diversas entidades se aproveitam da situação para fazer suas propagandas non-sense e que não surtem nenhum resultado prático.
O louco que fez isso comprou sua arma na padaria da esquina? Não, ele a comprou no comércio paralelo, underground, que sempre existiu, existe e sempre vai existir, essa teoria já está mais que comprovada, mas enfim, outra enxurrada de babaquice nos espera.
Não, eu não sou a favor da venda de arma a civis, mas isso não vem ao caso.
Outra discussão que vai longe e será inócua, de novo, é a segurança nas escolas, como se isso tivesse feito alguma diferença na quinta-feira, outros especialistas falarão, terão seus 15 segundos de fama e sumirão de novo e: nada vai acontecer.
Enfim, parece que senti a dor daqueles pais, o medo daquelas crianças, o pavor que sentiram eu acho que em algum momento eu senti. O Brasil está mais triste hoje.